Não queria ficar ali, sem o tratamento, não havia necessidade de passar mais dias naquele hospital em que eu nunca estava sozinha e ao mesmo tempo, era tudo que eu sentia. Sempre cercada de medicos, mas nunca de amigos. Sempre cuidada, mas nunca só por amor. Cristian conseguiu minha saída, deixando claro a direção que estaria cuidando pessoalmente de mim. Voltar pra casa não pareceu real. Eu lembrava do hospital como um borrão branco, vozes abafadas, luzes que doíam nos olhos. Quando percebi, já estava no carro, o cinto apertado demais sobre um corpo que não era mais tão forte quanto antes. Quando chegamos, tudo parecia igual… e completamente diferente. O quarto me recebeu em silêncio. Meu pai me ajudou a deitar na cama. O corpo não respondeu como eu queria, pesado, lento, cansado de existir. Ele puxou o lençol com cuidado, como fazia quando eu era criança, e me cobriu até os ombros. Fiquei olhando pra ele. Tão forte. Tão cansado. Segurei a mão dele antes que se afast
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