RUBI MONTENEGRO Eu vi a veia pulsar na testa de Ares no momento em que abri a boca para aceitar o convite. Mas, antes que eu pudesse dar a mão ao francês, meu marido levantou num pulo. O sorriso que ele abriu para os investidores era perfeito, de comercial de margarina, mas os olhos dele prometiam um homicídio doloso. — Peço desculpas, senhor Laurent — Ares interveio, usando um tom suave, porém ameaçador. — Mas a primeira dança da noite é uma tradição sagrada do marido. Tenho certeza de que entende. Pisquei, fingindo inocência. — Desde quando existe essa tradição, querido? — perguntei em voz alta, tombando a cabeça para o lado, encenando minha confusão. Ares se inclinou, apertando a minha cintura por trás, e sussurrou apenas para eu ouvir: — Você se esqueceu do nosso acordo, esposa? Sorri de volta e sussurrei no mesmo tom debochado: — Nós nunca tivemos um acordo sobre dança, marido. Me virei para o francês, que ainda aguardava com a mão estendida, e coloquei a minha mão sobre
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