RUBI MONTENEGRO O sono me puxou para baixo com força, me arrastando para um pesadelo vívido e sufocante. No sonho, eu estava de volta à casa dos meus pais. Minha mãe, Leonora, estava na minha frente, com aquele sorriso plástico e os olhos frios, apontando o dedo com unhas vermelhas para a minha barriga. "—Você é uma vergonha para esta família, Rubi. Uma baleia. Olhe para a sua irmã. Por que você não pode ser como a Camila?" A voz da minha irmã veio em seguida, uma risada estridente e cruel, zombando das minhas roupas largas que tentavam esconder meu corpo adolescente. Eu tentava correr, tentava tapar os ouvidos, mas o chão parecia feito de lama. Então, a figura gigantesca do meu pai apareceu. O rosto dele estava vermelho de fúria. Ele levantou a mão. O impacto no meu rosto queimou. "— Vendi você porque era a única coisa que você servia para fazer! Você não é nada!" "— Não... para... por favor...""— Se não tem mais utilidade, você deveria morrer e parar de ser uma vergonha!" A
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