DOMÊNICO BANEFechei a porta da sala atrás de mim e observei o escritório, estava impecavelmente organizado, mas havia um detalhe que a traía: o cheiro fraco, porém inconfundível, do perfume que ela usava. Valentina esteve aqui há poucos minutos. Eu podia sentir. Caminhei a passos lentos até a pequena porta fechada no canto da sala, que deduzi ser o banheiro. Parei em frente a ela, ajeitei a gravata e dei duas batidas. — Valentina? — chamei, com a voz alcançando aquele tom aveludado que costumava abrir qualquer porta para mim. — Sou eu. Abra. Nenhuma resposta. Nem um ruído de água, nem um suspiro. Absoluto silêncio. Girei a maçaneta. A porta cedeu facilmente, revelando um banheiro vazio e escuro. Frustrado e com o ego arranhado por estar caçando uma mulher como um adolescente desesperado, saí da sala e voltei para o corredor principal.O andar executivo já estava quase deserto. Caminhei até o saguão dos elevadores, onde encontrei um funcionário esperando pacientemente a cabine che
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