ARES BECKETT No segundo dia da nossa lua de mel, o céu dos Hamptons decidiu desabar. Uma chuva torrencial e constante batia contra as grandes janelas de vidro, transformando a paisagem lá fora em um embaçado cinzento e isolando-nos completamente. Normalmente, um clima desses me deixaria irritado, mas com Rubi ali, caminhando pela casa usando apenas uma camiseta minha que cobria metade das suas coxas, eu mentalmente agradeci à previsão do tempo. Eu não tinha a menor intenção de sair de casa de qualquer maneira. Depois de um café da manhã demorado, fomos explorar a propriedade. Acabamos na imensa sala de jogos no andar inferior. Havia dardos, uma adega climatizada, poltronas de couro e, no centro, uma mesa de sinuca profissional, de madeira e feltro verde. Fui até a parede, peguei um dos tacos e o testei nas mãos, sentindo a familiaridade do peso. — Sabe jogar, esposa? — perguntei, dando um sorriso de canto e girando o taco com facilidade entre os dedos. Eu jogo sinuca em clubes ex
Ler mais