— Pode escolher o filme — sugeriu Alexandre, a voz casual.
Ele entregou o controle remoto para Sophie, como quem empresta algo que ainda lhe pertence, um objeto que seria devolvido. O poder de escolha era dela, mas a posse continuava sendo dele. Navegando pelo catálogo, ela encontrou um filme que queria ver há meses, uma comédia romântica aclamada pela crítica. Escolhê-lo pareceu um ato de normalidade, um fio que a conectava à vida que tinha antes.
Alexandre se sentou ao lado dela na cama, m