Na casa dos pais de Sophie, o aroma de comida caseira preenchia o ar, um contraste acolhedor com a frieza opulenta da mansão Drummond. Sophie observava a cena com uma estranheza crescente. Alexandre, o homem que ela agora via como um assassino, estava sentado à mesa, conversando animadamente com seu pai, Roberto. Eles riam de alguma piada sobre jardinagem, e a facilidade com que Alexandre se encaixava naquele ambiente familiar era quase perturbadora para ela. — Esse Alexandre é um rapaz de ouro, minha filha — sussurrou Aurora, a mãe de Sophie, enquanto servia mais purê de batatas. — Tão atencioso, tão preocupado com você. Seu pai está encantado com ele. Sophie forçou um sorriso, o estômago embrulhado não pela comida deliciosa, mas pela farsa que se desenrolava. Alexandre, o genro perfeito, o marido dedicado. Era uma atuação impecável, e a plateia, seus pais, estava completamente envolvida. Ele até mesmo elogiava a comida de sua mãe com uma sinceridade que a fez duvidar de sua própri
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