O bar estava cheio, mas tudo parecia leve naquela noite. A música não era alta demais, os risos não incomodavam, e o mundo parecia um pouco menos sério depois do terceiro drink. Bárbara estava gata, pronta pra matar, animada, e me fazia rir de coisas que, em outro dia, talvez nem tivessem graça. Brindamos. Mais uma vez. — Um brinde! Às mulheres que vão embora antes de virarem reféns! ela disse, erguendo o copo, já falando embargado. — E às que disfarçam o coração partido com um salto alto e batom cor de vinho — completei, rindo. Conversamos de tudo. Rimos até do absurdo. Até que, entre um gole e outro, veio a pergunta: — Mas vem cá... Bárbara inclinou levemente a cabeça. — Você contou pra ele que ia embora? Meu sorriso diminuiu. Afastei o copo, passando o dedo pela borda molhada. — Não... Ela arqueou as sobrancelhas, surpresa. — Jura? Achei que, sei lá... você fosse terminar isso de forma madura com ele. Suspirei, mexendo a bebida sem coragem de encará-
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