Ela me arranhava, se agarrava, como quem odeia e deseja ao mesmo tempo. Um inferno delicioso. Desci a mão pelo vestido o subindo, puxei a calcinha num só movimento. O estalo do tecido arrebentando ecoou entre nós. — você é louco... ela arfou. — Por você. respondi, sem pensar, e a invadi de uma vez, sem dar espaço pra ela fugir nem pela palavra. O grito abafado dela vibrou no meu ouvido, misturado ao som distante da música da boate. Me movi dentro dela como se fosse guerra, como se cada estocada fosse arrancar dela o ódio e deixar só a verdade que brilhava nos olhos quando me olhava. — Eu te odeio... Ela gemeu, xingou, mordeu meu ombro, e eu só consegui rir baixo contra o pescoço dela, ofegante. — Me odeia, não é? perguntei, enterrando mais fundo. — Muito... ela gemeu, arfando. — Então me odeia mais. e acelerei, deixando o carro ranger sob nós dois. As unhas dela se cravaram nas minhas costas, puxando, exigindo mais. Eu a beijei com a mesma fúria,
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