— Quer gritar? perguntei, sério. — Agora é sua vez. Ela negou com o rosto tenso. Não precisava de palavras, tudo nela queimava, estava claro. Saia por seus poros, nos seu lábio superior que tremia. Uma fúria que devastaria tudo... Isso eu nem precisava apostar Ela cuspiu as palavras como um raio: afiadas, rápidas, cortando o pouco de ar que ainda restava naquela sala pesada. — Então é isso? A voz dela tremia, não de fragilidade, mas de fúria. — Meu pai era um sádico, mas eu não esperava que existissem pessoas tão desumanas a ponto de trabalharem com as insanidades dele. Esse alguém é você, cara! Me encarei com ela, mantendo a compostura. Já tinha lidado com tubarões em crises maiores, mas aquela garota? Ela era fogo engarrafado, prestes a explodir. — Eu mal peguei as cinzas dele e você já está aqui pra pôr correntes em mim a mando dele? continuou, os olhos cravados nos meus. — Vai se danar, advogado. Isso não vai ficar assim! Ele pode estar morto, mas ain
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