A casa de Soluna fica em uma zona humana — território neutro — muito mais perto dos Blackwood do que dos Vanderhall, mas longe o bastante para os cavalos precisarem reduzir a velocidade depois de um tempo.Princesa segue o cavalo de Esteban sem que eu tenha que fazer nada, e, conforme os minutos passam, o trote dos dois vai perdendo força. Minhas pernas já estão doloridas quando a mata vai ficando mais espaçada, dando lugar a áreas mais abertas, com pequenas plantações e estradas estreitas e asfaltadas.A cabana de Soluna surge entre uma plantação e outra, e é parecida com a minha, mas bem maior e mais arrumada. Seu terreno é aberto, com um gramado bem cuidado e roseiras, cercado por madeirinhas brancas. Uma graça.Assim que os cavalos param, Soluna surge no alpendre, que pega toda a área frontal da cabana, seus cabelos vermelhos e esvoaçantes gritam contra a pele escura.— Vou dar água aos animais — Esteban diz, lançando, em seguida, um olhar desconfiado para a mulher. Soluna tem
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