Mais um dia presa naquele lugar, o mar estava excessivamente calmo naquela manhã. Não havia ondas altas, nem o balanço insistente que costumava embalar o navio durante a madrugada. Ainda assim, Jane acordou com a sensação incômoda de que algo estava fora do lugar, como se o silêncio tivesse peso.Ela permaneceu deitada por alguns segundos, observando Tyler dormir ao seu lado. O rosto dele parecia relaxado, quase sereno, mas Jane aprendera, com o tempo, que aquela tranquilidade nunca era garantia de segurança. Era apenas outra face.Levantou-se com cuidado, atravessou o quarto e abriu a cortina da varanda. O céu estava esbranquiçado, sem sol definido, como se o dia ainda estivesse decidindo se existiria por completo. Jane apoiou a mão no vidro frio e respirou fundo.Por algum motivo, sentia-se observada — não por alguém específico, mas pelo próprio ambiente. O navio parecia mais estreito, os corredores mais longos, as portas mais próximas umas das outras. Um tipo de claustrofobia lenta
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