Capítulo 10 — Um papel malditoNarrador:O som da água cessou. Valeria estava deitada na cama, olhando para o teto. Não conseguia dormir. A cada respiração, a casa parecia lembrá-la do quanto era enorme, do quanto estava vazia... e do quanto tudo era novo.A porta do banheiro se abriu com um leve rangido, e o vapor escapou como um suspiro quente. Luigi saiu descalço, com as calças escuras do pijama penduradas abaixo dos quadris, o cabelo molhado caindo em mechas desordenadas sobre a testa e o torso nu, ainda úmido, brilhando sob a luz fraca.Valeria virou a cabeça e, por um instante, esqueceu de respirar.Luigi secava o pescoço com a toalha, distraído, sem perceber, ou fingindo não perceber, a maneira como ela o observava.O silêncio ficou pesado. Ela podia ouvir a água pingando de seus cabelos no chão, uma gota após a outra.Ele se aproximou da cama, deixando um rastro úmido no chão, e procurou algo na mesinha de cabeceira.— Não consegue dormir? — perguntou ele, sem olhar para ela.—
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