VICTORIA THORNE O silêncio desabou sobre o escritório compartilhado, pesado e carregado de eletricidade. Eu estava ofegante. O meu peito subia e descendo rapidamente contra o peito dele sob a seda da blusa branca. Eu esperava a explosão final. Eu esperava que ele me xingasse, que ele quebrasse a minha mesa de vidro com um soco, que ele assinasse o distrato da fusão e fosse embora para Seattle para nunca mais voltar. Eu estava pronta para a destruição total da nossa parceria. Mas a reação de Liam Mercer foi a coisa mais bizarra, assustadora e enlouquecedora que eu já presenciei na vida. A fúria cega que distorcia as feições do rosto dele começou a se transformar. O maxilar dele relaxou ligeiramente. Os olhos azuis tempestuosos, que antes queriam me matar, continuaram fixos nos meus lábios vermelhos. Mas agora, eles não queimavam de raiva. Eles queimavam de uma luxúria voraz, brutal e absolutamente doentia. Um sorriso lento, sombrio, orgulhoso e perigoso começou a desenhar-se nos
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