VICTORIA THORNE Havia um ditado no mundo dos negócios que o meu pai sempre repetia: "Mantenha os seus amigos por perto e os seus inimigos ainda mais perto". Durante anos, eu achei que essa era a estratégia perfeita. Eu acreditava que ter o inimigo sob o meu teto, sob os meus olhos, era a melhor forma de controlar as ações dele. Eu nunca estive tão redondamente enganada em toda a minha vida. Ter Liam Mercer na minha sala não era controle. Era a mais pura, refinada e enlouquecedora forma de tortura psicológica que o universo já havia inventado. Faziam exatamente quatro dias desde que ele havia ordenado que a sua imensa mesa de carvalho negro fosse instalada de frente para a minha mesa de vidro no centésimo andar da Thorne Industries. Quatro dias, trinta e duas horas úteis, compartilhando o mesmo ar, o mesmo espaço, o mesmo silêncio ensurdecedor. O meu escritório, que antes era o meu santuário de paz, foco e decisões frias, havia se transformado num campo de batalha claustrofóbico.
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