LIAM MERCER Bem-vindo a Nova York. As palavras dela pairaram no ar frio da sala de reuniões como uma sentença de morte. Não havia um único tremor na voz de Victoria. Não havia medo, não havia hesitação, não havia sequer o menor indício de que a nossa história no passado significava alguma coisa para ela naquele momento. Ela não piscou. Os olhos castanhos, que um dia me olharam com adoração e desespero, agora eram duas pedras de gelo absoluto, perfeitamente polidas e letais. Eu me recostei na minha cadeira de couro, mantendo a minha máscara de cinismo intacta, embora o meu coração estivesse esmurrando a minha caixa torácica com a força de um martelo. Dez anos. Eu passei dez malditos anos construindo o meu império na Costa Oeste. Eu destruí concorrentes, comprei empresas, acumulei uma fortuna que faria qualquer homem perder a cabeça. Eu me tornei um rei. E durante todo esse tempo, eu alimentei a fantasia de que, quando os nossos caminhos finalmente se cruzassem de novo, eu a enco
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