Zeynep observava o pai dormir com a respiração pesada e irregular, como se até mesmo descansar fosse uma batalha difícil demais para Aslan. A luz fria do hospital recortava o rosto marcado dele, destacando a barba por fazer. O homem que antes parecia grande o suficiente para esmagar o mundo inteiro agora permanecia imóvel naquela cama, ligado a fios e máquinas que apitavam baixo, lembrando o quanto a vida podia destruir alguém em silêncio.Ela segurava a mão dele com delicadeza, os dedos apertando os do pai como se tivesse medo de soltá-lo e perdê-lo outra vez.Ali havia voltado para a delegacia horas antes, mas deixara claro que qualquer mudança no estado de Aslan seria avisada imediatamente. Mesmo assim, Zeynep não arredou o pé dali. Não conseguia. Não depois de tudo.O que mais a atormentava não era apenas o ataque.Era Volkan.Era o motivo.Porque, pela primeira vez na vida, ela tinha visto medo nos olhos do irmão… e culpa nos olhos do pai.Aslan se moveu devagar na cama, soltando
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