Ponto de vista de Carlos Liguei para a Dra. Helena e contei tudo o que havia acontecido. Rapidamente ela chegou ao hospital. Eu iria apresentá-la à Samantha de forma natural; assim saberíamos o que poderíamos enfrentar em relação às memórias recentes. Como esperado, ela não se lembrou. — Querida, esta é a Dra. Helena, uma colega de profissão que veio te avaliar. Ela estendeu a mão com um sorriso amigável e um leve semblante de dúvida. — Muito prazer, Samantha. Me desculpe, a senhora é colega de profissão? Então é psicóloga também? Posso saber o que veio avaliar? — Prazer, minha querida. Sim, sou psicóloga. Acredito que você já saiba que esteve em coma por três meses. Como seu pai não pode fazer um diagnóstico por questões éticas, eu vim ver como você está. Tudo bem para você? Ela assentiu, e começaram a conversar. O neurologista acompanhou tudo atentamente. Samantha respondia com calma; porém, vez ou outra demonstrava confusão, como se memórias recentes tentassem emergir
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