Daniel sempre acreditara que o amor verdadeiro resistia ao tempo. Que bastava paciência, arrependimento sincero e a promessa de não repetir erros para que tudo encontrasse novamente o seu lugar. Durante quatro anos, essa certeza o sustentara. Agora, porém, algo diferente se insinuava em seu peito — não exatamente medo, mas a estranha sensação de estar ficando para trás.Ele percebeu isso numa manhã comum, ao olhar o celular e notar que Marye não respondera à última mensagem. Não era algo inédito. Eles haviam decidido dar um tempo. Ainda assim, havia ali um silêncio diferente, mais firme, menos vacilante.Daniel fechou os olhos por um instante, tentando afastar o pensamento incômodo.— Ela só precisa de espaço — murmurou para si mesmo.Mas o corpo não acreditava tanto quanto a mente.Enquanto isso, Marye acordara com uma tranquilidade inédita. Não era felicidade plena, tampouco euforia. Era algo mais sutil: clareza. Pela primeira vez desde a traição, desde o retor
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