O tempo passou sem que eu percebesse direito. Eu permaneci ali na areia por horas, com os pés afundando levemente no calor que ainda restava do dia, deixando os grãos escaparem entre os dedos enquanto o som do mar vinha constante, repetitivo, quase hipnótico, como se tentasse, de alguma forma, organizar o que dentro de mim já não fazia mais sentido há dias. Meus olhos estavam perdidos no horizonte, naquela linha distante onde o céu parecia tocar a água, mas minha mente estava longe dali, girando em torno das mesmas possibilidades, das mesmas escolhas que, no fundo, nunca pareceram realmente minhas. Eu preciso cumprir isso. O pensamento veio claro, direto, como sempre vinha, com uma obrigação que já não era mais questionada, apenas… aceita. Mas, dessa vez, algo mudou. Uma ideia começou a se formar na minha mente. Talvez não precisasse ser para sempre. Talvez eu pudesse simplesmente… passar por isso. Me casar, como foi prometido, cumprir o que esperam de mim, dar o her
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