Júlia Cavalcante Essa conversa no apartamento da Sabrina foi o único momento de sanidade que tive em dias. No meio das cores vibrantes e do cheiro de café, o mundo gélido de Lian parecia uma miragem distante, mas o perigo que eu carregava no ventre era bem real. — Júlia, para de rodear o assunto — Sabrina disse, batendo a caneca na mesa de centro. — Você está aí falando de vestidos de seda e traumas de infância do seu magnata, mas o relógio está correndo. Quando é que você vai ao médico saber desse bebê? Eu travei, ela já tinha me perguntado, mas parecia que meu silêncio a instigava mais. A pergunta era como um balde de água gelada. — Eu não sei, Sah. O Lian me vigia o tempo todo. Ele sabe onde eu vou, com quem falo. Eu tive que pedir permissão para vir aqui! Como eu vou a uma clínica obstétrica sem que os seguranças dele reportem cada passo meu? Sabrina revirou os olhos e se levantou, andando de um lado para o outro. — Ele não é dono do seu útero, por mais que ache que é dono
Leer más