POV Margaret Claire O'Connor nasceu em 1990, em uma pequena cidade costeira de Galway, no oeste da Irlanda. Filha única de um pescador e uma professora de arte primária, cresceu em uma casa simples à beira do mar, onde o som das ondas era constante e o vento sempre carregava cheiro de sal. Seu pai era quieto, prático, passava dias no barco e noites consertando redes. Sua mãe era o oposto: sonhadora, apaixonada por cores, levava Claire para pintar na praia desde os quatro anos, misturando tinta com areia, criando quadros que nunca duravam mais que uma maré.Aos 12 anos, Claire perdeu o pai em um acidente no mar, o barco virou em uma tempestade repentina, e o corpo nunca foi encontrado. A mãe entrou em depressão profunda, parou de pintar, parou de falar muito. Claire, ainda criança, assumiu o papel de adulta: cozinhava, limpava, cuidava da mãe, vendia os poucos quadros que a mãe ainda fazia para pagar as contas. Foi aí que ela descobriu que pintar não era só arte, era sobrevivência. E
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