POV EmíliaO chão do escritório está frio contra minhas costas nuas. O tapete persa caro roça minha pele suada, ainda quente do atrito. Meu corpo inteiro pulsa — lateja em ondas lentas, como se cada nervo tivesse sido aceso e depois apagado de uma vez. Entre as coxas, sinto o calor úmido, a mistura de nós dois escorrendo devagar, grudenta, escorregadia. O cheiro é pesado: suor, sexo, o perfume amadeirado dele misturado com o meu de morango e lavanda que agora parece ter se transformado em algo mais cru, mais animal.Respiro pela boca. O ar entra seco, sai trêmulo. Meu peito sobe e desce rápido demais. Os seios ainda doem de leve onde ele mordeu, onde chupou com força, deixando círculos vermelhos que amanhã vão virar roxo. Passo a ponta dos dedos ali, sentindo a pele sensível, inchada. Dói gostoso. Dói como lembrança.Declan está deitado ao meu lado, de barriga para cima, um braço jogado sobre os olhos, o peito largo subindo e descendo em ritmo mais lento que o meu. O pau dele, ainda s
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