POV EmíliaO beijo dele começa devagar, quase cuidadoso, lábios roçando os meus como se ele estivesse testando o limite entre ternura e posse. A mão na minha nuca me segura firme, mas não força. A outra ainda está entre minhas pernas, dedos parados, só pressionando levemente, sentindo o calor que não desapareceu da noite. Eu deixo. Por um segundo, eu deixo que seja assim: lento, quase doce, quase algo que não é só sexo.Mas então ele para.O beijo acaba abruptamente. Ele afasta o rosto, apoia a testa na minha, respira pesado. Os olhos fechados. O maxilar travado. Eu sinto a mudança no ar antes mesmo dele falar.— Merda — murmura, voz rouca, quase inaudível.Ele se afasta de uma vez. Sai de cima de mim, senta na beira da cama de costas. As costas largas, marcadas pelas minhas unhas, tensas como corda esticada. Ele passa as mãos pelo cabelo, puxa forte, como se quisesse arrancar algo de dentro da cabeça.Eu me sento devagar. O lençol cai até a cintura. O corpo ainda nu, ainda quente, ai
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