POV DeclanO nó da gravata de Thomas é a única coisa que me impede de desmoronar agora.Meus dedos estão ágeis, mecânicos, mas minha mente ainda está no banheiro de Emília. O cheiro de lavanda do sabonete dela misturado ao cheiro acre do vômito. A palidez daquela pele morena que, em noites de tempestade, costumava arder sob o meu toque.— Papai, você está apertando muito — Thomas reclama, pigarreando.— Desculpe.Afrouxo o tecido. Olho para o meu filho, mas vejo o reflexo de Emília no espelho.Ela disse que foi o estresse. Mas o estresse não costuma ter aquele cheiro específico. Ou talvez seja apenas a minha paranoia tentando encontrar uma razão para que ela não esteja ali hoje. Para que ela não tenha que assistir ao momento em que eu coloco um anel no dedo de Mia e selo meu destino em um contrato de conveniência e sombras.— Onde está o Lucca? — Téo pergunta, sentado na beirada da cama, balançando as pernas calçadas em sapatos de verniz.— Deve estar chegando. Ele é o padrinho, tem o
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