Helena nunca soube viver pela metade, nem antes de Arthur, nem depois. Mesmo agora, grávida, com uma casa nova, estabilidade financeira e um marido que ocupava a cadeira de CEO com a mesma firmeza com que segurava sua mão, ela não conseguia se encaixar na ideia silenciosa que o mundo parecia sugerir: a de que poderia simplesmente descansar na segurança do sobrenome Monteiro. Não era sobre dinheiro, era sobre identidade, ela chegou ali como babá de Sofia.Lembrava-se perfeitamente do primeiro dia: a mala simples, o coração apertado, o medo de não dar conta. Não conhecia os corredores da antiga mansão, não entendia a dinâmica daquela família, mas conhecia algo essencial — o amor genuíno por cuidar.Conquistou Sofia não com promessas, mas com presença, com histórias contadas antes de dormir, joelhos ralados limpos com delicadeza e paciência nos dias difíceis.A relação não nasceu de contrato, nasceu de vínculo e, embora sua vida tivesse mudado drasticamente desde então, Helena não conseg
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