Quando o silêncio pesa mais do que qualquer palavra O sábado amanheceu diferente. Não havia compromissos oficiais, reuniões, horários apertados. Mas, dentro daquela casa, o ar parecia mais denso, como se algo tivesse ficado suspenso no tempo desde a noite anterior. Serena acordou antes do despertador. Dessa vez não foi por Sophie, mas sim por lembrança, o beijo, o cheiro dele, o calor, a mão segurando o braço dela. A frase que saiu mais como posse. Você não vai a lugar algum. Ela ficou deitada alguns minutos, olhando para o teto, sentindo o coração bater forte demais para um dia que deveria ser comum. Ela quase riu disso. Levantou devagar. Rotina, banho, higiene. Depois foi até o berço e encontrou Sophie acordada, mexendo os braços, emitindo sons pequenos, curiosos. — Bom dia, Sol. A voz saiu mais baixa do que o normal. Serena pegou a bebê no colo e encostou a testa na dela por alguns segundos. O corpo dela ainda carregava um resto de tensão que na verdade tinha nome,
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