O preço do impulso.Caetano saiu do escritório como se o ar tivesse ficado curto. O elevador parecia lento demais, e cada segundo parado entre andares aumentava a sensação de que algo estava escapando pelas mãos dele. Quando as portas se abriram na cobertura, ele atravessou o hall sem olhar para nada, guiado apenas pelo som que vinha do quarto, um choro fraco, mais cansado do que alto, como se Sophie já não tivesse energia para brigar com o próprio corpo.Célia estava com a bebê no colo, andando de um lado para o outro, os ombros curvados, a expressão tensa, o cabelo preso às pressas como em dia de guerra. Sophie parecia menor ali, mole, quente, a boquinha entreaberta, a pele com um brilho de suor.Caetano acelerou os passos e tomou a filha nos braços com um cuidado desesperado, como se qualquer movimento errado pudesse quebrá-la.— Ei, minha solzinho, papai está aqui. Ele disse, colando o rosto no cabelinho dela, buscando no cheiro de bebê alguma prova de que ainda havia tempo.Sophi
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