Eu estava a dar a última trinca no meu croissant quando duas batidas secas soaram na pesada porta da suíte. O Lourenzo, que até àquele momento estava a analisar distraidamente os e-mails no telemóvel enquanto bebia o resto do seu café, levantou-se ainda vestindo apenas as calças do smoking da noite anterior, penduradas frouxamente nas ancas.Fiquei a observá-lo caminhar até à entrada, os músculos das costas a moverem-se sob a luz da manhã, e suspirei baixinho.O Lourenzo abriu a porta. Do meu lugar na cama, consegui ver perfeitamente a jovem funcionária do hotel que trazia uma elegante mala de cabedal preta num carrinho. Assim que os olhos dela bateram no peito nu de Lourenzo a pobre rapariga ficou da cor de um tomate. Ela abriu a boca, fechou-a, e engoliu em seco.— B-buenos días, señor Villar. Su... su equipaje — gaguejou ela, empurrando a mala apressadamente para o interior da suíte, sem conseguir desviar o olhar do tronco dele.— Gracias,
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