• LYA •O terminal de chegadas do Aeroporto de Barcelona parecia vibrar com uma energia diferente naquela manhã. Eu apertava a mão do Lourenzo com tanta força que os meus nós dos dedos estavam brancos. O anel da avó dele estava virado para dentro, escondido pela palma da minha mão, uma precaução que tínhamos combinado para não estragar a surpresa da ceia, mas também porque eu queria que o primeiro impacto deles fosse em mim, no meu rosto e no meu corpo, e não no brilho da joia.— Respira, Lya — sussurrou o Lourenzo ao meu ouvido, com aquele tom de voz que sempre me acalmava. — Eles já aterraram.De repente, a porta automatica abriu-se. Eu reconheceria aquele passo apressado e o casaco de lã da minha mãe em qualquer parte do mundo.— Lya! Minha filha! — O grito da minha mãe, ecoou pelo terminal.Ela largou o carrinho das malas e correu na minha direção. Atrás dela, o meu pai, vinha com o passo mais contido, mas com os olhos já vermelhos, e o meu irmão, vinha
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