A viagem de volta foi imersa em um silêncio contemplativo, quase bucólico. O SUV de Alex cortava a rodovia com uma eficiência gélida, enquanto as luzes da metrópole começavam a substituir o horizonte estrelado da fazenda. Eu me sentia estranhamente relaxada, ainda carregando o frescor da água do riacho e a voz sábia de Haroldo na mente. Pela primeira vez em muito tempo, a presença de Alex não parecia uma imposição, mas um porto seguro.Quando ele estacionou em frente ao meu prédio, o relógio marcava pouco mais de dez da noite. O movimento na rua era escasso, e a fachada do edifício parecia a mesma de sempre, mas Alex, com seu instinto treinado para detectar anomalias, franziu o cenho ao olhar para o hall de entrada.— Vou subir com você — ele declarou, sem abrir espaço para discussão.— Alex, não precisa. Você deve estar exausto, a viagem foi longa...
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