O som do interfone às seis da manhã soou como uma declaração de guerra. Eu não sou, nunca fui e provavelmente jamais serei uma pessoa matinal; meu cérebro opera em uma frequência de baixa voltagem até que o sol esteja alto o suficiente para justificar a existência. Levantei-me tateando as paredes, com o mau humor pulsando nas têmporas e a sensação de que cada dispositivo de segurança de Alex estava rindo da minha cara de sono. Eu estava horrível. Sem maquiagem, com o cabelo em um emaranhado indomável e vestindo um pijama que era apenas "menos pior" do que o habitual — uma camiseta larga de algodão e um short curto que, pelo menos, não me fazia parecer uma completa desleixada.Peguei minha bolsa de mão e desci. Alex já me esperava encostado no carro blindado. Ele, ao contrário de mim, parecia ter saído de um editorial de moda, com aquele frescor irritante de quem domina o mundo antes do café da manhã. Quando me viu, um vinco de diversão surgiu no canto dos seus lábios.— O que foi? — r
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