Os dias foram passando quase sem que ninguém desse muita importância a isso.Na casa onde Otávio e Lilly moravam, o clima era educado demais para ser confortável. Ele saía cedo, voltava tarde, sempre impecável, sempre cordial. Beijava-lhe o rosto ao chegar, perguntava se estava tudo bem, comentava algo trivial sobre o dia e desaparecia em seguida para o escritório improvisado ou para o quarto, dependendo da noite.Era gentil.Era correto.Era distante.Lilly dizia a si mesma que não se importava. Não era exatamente mentira, mas também não era toda a verdade. Ela se ocupava. Fazia compras, visitava shoppings, caminhava por bairros que ainda não conhecia direito. Ia a campus universitários espalhados por Los Angeles, entrava em prédios, conversava com coordenadores, recolhia folders coloridos que depois ficavam esquecidos na bolsa.Nada encaixava.Já estava quase completando um mês de casamento e, apesar de tudo o que tinha mudado, sentia que ainda estava parada no mesmo lugar.Naquela
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