Capítulo 113 — O Que Foge do Controle Matteo Thompson Desde ontem, depois que Sophia saiu, o trabalho passou a existir como um borrão diante de mim. Eu estava ali, sentado na minha própria sala, cercado por relatórios, contratos e números que exigiam atenção, mas nada realmente se fixava. As páginas se acumulavam, as notificações chegavam, as decisões precisavam ser tomadas — e ainda assim, minha cabeça insistia em voltar para o mesmo ponto, repetindo a imagem dela sendo levada embora, o som do choro, os braços estendidos na minha direção. A caneta girava entre meus dedos sem propósito enquanto eu encarava a tela aberta à minha frente, relendo a mesma linha pela terceira vez sem absorver nada. Respirei fundo, apoiando o cotovelo na mesa e pressionando o polegar contra a têmpora, tentando forçar algum tipo de foco que simplesmente não vinha. A batida veio mais como um aviso do que como um pedido de entrada. Antes que eu respondesse, a porta já se abria e David entrava direto, o
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