RAFAELA reunião é rotineira. Uma análise trimestral de desempenho de um dos fundos menores, o Vega. A sala de conferências é fria, vidro e aço, com vista para um horizonte de concreto. Há doze pessoas na mesa. Eu estou na cabeceira, ouvindo mais do que falando, deixando que os gestores apresentem seus números. Meu cérebro processa os dados automaticamente, encontrando padrões, falhas, oportunidades. É um exercício mental, um treino para manter a lâmina afiada.Diego Alvarez está sentado a alguns lugares de distância, perto do final da mesa. Ele é um dos menores investidores com assento neste comitê, um privilégio que ele comprou com uma contribuição inicial substancial há alguns anos e que, desde então, luta para justificar. Vestido com um terno caro que tenta um pouco demais, ele toma notas com uma concentração exagerada. Ele é o tipo que acha que semblante sério equival
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