ELISAO dia foi comum. O tipo de dia que, há um ano, eu nem sabia que poderia existir: pacífico, cheio de pequenas tarefas e grandes silêncios felizes. Brincamos com as meninas no terraço, ajudamos a Sra. Lúcia a fazer biscoitos, rimos à toa.À noite, depois que Laura e Isabel foram para a cama, rendidas ao cansaço e a histórias de dragões de nuvem, Rafael me chama.— Vem comigo — diz, sua mão estendida. Há um brilho nos seus olhos que não é familiar. É uma luz suave, quase nervosa.— Para onde?— Só vem.Ele me leva não para a sala, não para o escritório, mas para uma porta que eu nunca vi aberta, no final do corredor da ala leste. É
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