O jato tocou o solo com suavidade. Diferente do que Ana imaginara, não havia caos na pista. Nenhuma câmera próxima. Nenhum grito atravessando o ar. O hangar particular estava isolado, protegido por uma rotina silenciosa que não era improviso, era planejamento. Ainda assim, a ausência de imprensa não trouxe alívio. Trouxe antecipação. Os carros aguardavam já posicionados. A equipe de segurança se movia com precisão demais para ser casual. Tudo estava sob controle, menos a sensação dentro do peito dela. Natan se levantou antes que o avião parasse completamente. O rosto fechado, concentrado, não havia vergonha ali. Havia foco. O telefone não parava de vibrar. Ele atendeu, respondeu, encerrou chamadas com poucas palavras, cada frase objetiva, sem espaço para emoção. — Estou saindo agora. Direto para a empresa. Quando olhou para ela, foi breve. — Você vai para casa com o Júlio. Não era ordem. Era encaminhamento. Ela apenas assentiu. Ainda tentava entender como as horas tinham s
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