Ares sins O alarme soou na minha cabeça antes de soar em qualquer outro lugar. Eu senti. Não sei explicar de outra forma. Foi como se algo tivesse sido puxado com violência dentro do meu peito, como se um fio invisível tivesse sido esticado ao limite. Brianna. Não era pensamento, era instinto. Um chamado bruto, urgente, que não aceitava espera. Eles sabiam que eu estava me aproximando. E, pior: ela sabia. A última imagem que vi antes de desligar o celular foi o mapa que eu mesmo tracei nas últimas horas. Rotas, entradas secundárias, pontos cegos. Nada daquilo teria sido possível se eu ainda estivesse tentando agir como Ares, o homem que respeita regras, que acredita em acordos, que confia que o sistema funciona quando pressionado do jeito certo. Isso não funcionaria aqui. Eu parei o carro em um trecho isolado da estrada e desliguei o motor. O silêncio ao redor era quase absoluto, quebrado apenas pelo som distante de insetos e pelo meu próprio coração, que batia firme, cons
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