Valentina/Mirtes A Fresta na Armadura A noite na mansão Castro não trazia repouso; trazia fantasmas. Após ouvir, atrás da porta do escritório, a confissão de Paulo Arruda sobre o espancamento fatal de meu irmão, Luis Eduardo, e a rede de mentiras que aprisionou Heitor, meu mundo interno colapsou. Cada fibra do meu ser, treinada pela Polícia Federal para ser aço, agora parecia vidro estilhaçado. Eu não podia chorar ali. Não podia gritar. A "babá Valentina" precisava manter a máscara, mas Mirtes Valença estava sufocando. Na manhã seguinte, encontrei Heitor no corredor que levava à sala de jantar. Ele parecia não ter dormido; as olheiras profundas eram o testemunho silencioso do embate com Paulo. Quando nossos olhos se cruzaram, vi um lampejo de algo que eu não soube identificar: culpa, exaustão ou uma súplica muda. — Senhor Castro — chamei, minha voz saindo mais instável do que eu planejava. — Eu gostaria de solicitar uma folga de vinte e quatro horas. Preciso visitar meus pais. El
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