Beatriz Arruda O balanço suave do iate de luxo era um contraste bizarro com a tempestade de violência que tínhamos deixado para trás nas montanhas de Sorrento. Antonella Arruda estava lá, de pé no convés superior, segurando uma taça de champanhe como se estivesse comemorando um aniversário, e não o massacre da própria família. Os hematomas causados pelo ataque na mansão eram visíveis, mas a cobra não perdia a pose. — Minha querida Beatriz... — ela disse, abrindo os braços enquanto eu subia a rampa do navio, seguida de perto por Kael e os mercenários que guardavam Eduardo. — Você está deplorável, mas viva. É isso que importa para os nossos negócios — ela completou, o olhar frio ignorando qualquer vestígio de afeto maternal. — Também posso dizer o mesmo de você. Sua aparência está deplorável, mas, ... ainda está viva. Eu sentia o peso da arma escondida em minha cintura, mas sabia que, se puxasse agora, morreríamos todos antes mesmo de destravar o gatilho. — O Abel está morto, qu
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