Abel Arruda Quanto mais se mexia nesse vespeiro, mais sujeira vinha à tona. O cheiro de podridão da família Arruda parecia não ter fim. Eu já tinha me conformado pela morte da minha mãe, da minha irmã e do psicopata do meu pai. Estava em paz com os fantasmas. Em menos de uma semana, meu mundo virou um rastro de pólvora. Descubro que tenho um filho de dois anos. Descubro que minha mãe está viva e é a líder da Cosa Nera, a organização que mais trafica pessoas no mundo. E agora, minha irmã, que tentou me aniquilar anos atrás e que eu vi explodir naquele porto, está na minha frente. Beatriz aparece viva, com um olhar que nunca vi nela, querendo aliar-se a mim para destruirmos nossa própria mãe. — Eu sei que você deve estar surpreso com minha chegada, Abel — ela disse, a voz desprovida da futilidade de antes. — Achei que você estivesse morta, Beatriz. Por que não me procurou antes? Por que o silêncio? — rosnei. — Eu precisava reorganizar a minha vida. Ficar em um leito entre a
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