Isadora Galarza Costa Rica... dias atuais... A dor na minha perna ferida era uma pulsação constante, um lembrete físico de que o tempo estava se esgotando. Eu tentava caminhar pelo quarto, ignorando o suor frio que escorria pelas minhas têmporas, mas a inquietação era maior que a agonia física. Eu me sentia como um animal acuado em uma jaula de luxo. Precisava tomar uma decisão. Agora. Ou eu contava toda a verdade para Abel, ou saía dali e tentava buscar ajuda sozinha. Mas como? Eu mal conseguia ficar de pé sem que o mundo girasse. E o pior: meu filho, o meu pequeno Lion, corria um risco que eu mal ousava admitir. — Merda, Isadora... pensa! — murmurei para o vazio, sentindo as lágrimas de frustração queimarem. Eu sabia o que Antonella queria. Ela não me ajudou por caridade naquela clínica há quase três anos. Ela quer reerguer a Áquila. Mas agora com o nome Cosa Nera, como na Europa. Ela quer ser a Patrona, o cérebro por trás de um novo império. Mas, para isso, ela preci
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