O som das britadeiras de Colin ecoava como um relógio de tortura, lembrando Saimon de que o tempo era um luxo que eles não possuíam mais. Ele deixou Louise descansando sobre o leito de folhas e começou a tatear as paredes úmidas de calcário. Ele não aceitaria ser enterrado vivo por um irmão que cheirava ao suco da loucura.Seus dedos, feridos e sujos de terra, encontraram algo diferente. Não era a rocha fria, mas uma corrente de ar sutil, quase imperceptível.— Louise, levante — Saimon sussurrou, a voz carregada de uma urgência renovada.Ele empurrou uma placa de pedra porosa que estava camuflada por séculos de sedimentos. Com um estalo seco, a rocha cedeu, revelando um túnel estreito e íngreme que descia em direção ao coração da ilha. Não era uma formação natural; eram degraus rudimentares, esculpidos por piratas ou contrabandistas de outra era.— Para onde isso vai? — Louise perguntou, a voz fraca, segurando o ventre enquanto se apoiava no ombro sólido de Saimon.— Para longe do Col
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