RenataQuando ele saiu para o hospital, a casa ficou estranhamente silenciosa.Não aquele silêncio vazio, desconfortável. Era um silêncio cheio de presença, como se ele ainda estivesse ali de alguma forma. Fiquei alguns minutos parada no meio do quarto, sem saber exatamente o que fazer, até decidir me ocupar.Arrumei a cama com calma. Troquei os lençóis, as fronhas, ajeitei tudo com cuidado. Depois peguei o pano e passei pela casa inteira, usando aquele cheirinho de chá branco que eu amo. É delicado, aconchegante. Combina com dias que pedem calma.Quando fui para a sala, encontrei várias blusas dele espalhadas pelo sofá, pela cadeira, quase como se tivesse sido natural demais ele ocupar aquele espaço. E, sinceramente, aquilo não me incomodou em nada. Pelo contrário. Parecia que ele já morava ali há muito tempo.Sorri sozinha com esse pensamento.Quem diria que, depois de quatro anos, nós dois acabaríamos assim… juntos outra vez. E eu não queria estragar nada. Não agora. Não depois de
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