Daniel entrou na sala do conselho com a postura que aprendera a sustentar desde jovem: coluna ereta, expressão neutra, passos firmes. Por fora, tudo parecia calculado e seguro. Por dentro, no entanto, sua mente girava em mil direções, como um furacão prestes a romper barreiras que ele ainda não sabia se queria enfrentar.Os rostos ao redor da mesa eram conhecidos, mas cada um carregava intenções próprias. Alguns aliados antigos, fiéis ao que Daniel representava; outros, oportunistas atentos a qualquer sinal de fraqueza, prontos para se aproveitar de qualquer vacilo. No centro, como sempre, Helena ocupava sua cadeira com elegância absoluta, as mãos cruzadas sobre a mesa, o olhar frio, calculista, como se pudesse ver diretamente dentro da alma dele.— Obrigado por terem vindo com tão pouca antecedência — começou o presidente interino do conselho, um homem que parecia mais preocupado em manter sua própria imagem do que qualquer interesse genuíno na empresa. — Precisamos discutir riscos i
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