A noite avançou devagar, como se também estivesse aprendendo o ritmo da casa. Mark foi o primeiro a se levantar do sofá, dizendo que precisava revisar algumas coisas do trabalho antes de dormir. Não era urgência, era hábito. Assenti e fiquei ali mais um pouco, ouvindo os sons baixos da casa: o aquecimento funcionando, o vento lá fora, o quase nada.Antes de ir para o quarto, passei para ver Benjamin. Ele dormia de lado, agarrado ao cobertor como se fosse algo indispensável. A luz do abajur deixava o quarto com um tom amarelado e tranquilo. Ajustei o cobertor sobre o ombro dele e fiquei alguns segundos parada, observando. Ainda parecia estranho pensar que aquele quarto agora fazia parte da nossa vida. Mas não parecia errado.Fechei a porta com cuidado e fui para o banheiro. O espelho refletiu um cansaço diferente do que eu estava acostumada. Não era exaustão. Era algo mais próximo de alívio, misturado com expectativa. Como se eu estivesse no meio de uma pausa longa demais para ignorar.
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