VICTOR BALTIMOR.Abri os olhos e eu estava em casa. Era a primeira certeza que tive.Não havia cheiro de hospital, nem o som irritante de monitores médicos. O ar parecia mais leve, mais quente, mais vivo. A luz entrava pelas janelas amplas da sala, espalhando um brilho suave sobre os móveis. Tudo parecia tranquilo, confortável.Podia sentir isso. O ambiente era familiar. O tipo de lugar onde eu relaxava, onde minha mente não estava ocupada com política, negócios ou estratégias. Havia uma sensação de paz no ar, algo raro na minha vida.Eu estava conversando com alguém. Uma mulher.Eu a escutava claramente, cada palavra, cada respiração suave entre uma frase e outra. A voz dela tinha algo que me fazia reagir imediatamente. Era como se cada sílaba tocasse diretamente em alguma parte profunda dentro de mim. A voz dela fazia algo dentro de mim vibrar.Era uma voz suave, doce, mas cheia de vida. Cada palavra que ela dizia parecia aquecer algo dentro do meu peito. E eu estava sorrindo.Não e
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