Não demorou para Débora voltar, trazendo outra tigela fumegante.Colocou-a diante de Isabela com cuidado.Cristiano estendeu a mão, pegou a tigela e, com a colher, serviu uma porção generosa.Levou novamente até a boca dela.— Você tem noção do quanto está fraca? — disse num tom baixo, entre a repreensão e o controle. — Abre a boca.A voz soava quase como um afago forçado.Os olhos, profundos, não deixavam espaço para negociação.Isabela entendeu naquele instante:Se não bebesse aquela sopa, ele não iria recuar.Tomada pela irritação, arrancou a tigela das mãos dele e bebeu tudo de uma vez, sem pausa, sem sequer respirar direito.Cristiano observou em silêncio.Quando ela terminou, disse apenas:— Assim que é bom.— Bang!Isabela bateu a tigela com força sobre a mesa.A marca de mordida no pescoço de Cristiano continuava ali, agressiva, quase ofensiva.Ela desviou o olhar, recusando-se a encarar aquilo por mais um segundo.Durante todo o café da manhã, nenhum dos dois voltou a dizer um
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