Nove da manhã. A hora que define o destino de Luna chegou.Jinx estava de pé ao lado do sofá, com as mãos escondidas nos bolsos de um vestido de linho azul que Aeron comprou. O tecido era suave, caro, "respeitável". Tudo ali era uma farsa. A família feliz, a babá dedicada, a segurança do lar.A campainha tocou. O som reverberou nas paredes da casa.Aeron abriu a porta. A postura dele era de quem esperava um esquadrão de fuzilamento, não uma assistente social.Vanessa entrou primeiro, como se fosse a dona, guiando visitas por um museu. Atrás dela, veio a Sra. Jones. Uma mulher baixa, com óculos de aros grossos e uma prancheta que parecia uma guilhotina pronta para cair do pescoço de alguém.— Bom dia, Sr. Vale. — A mulher tinha um tom profissional, sem calor. — Vamos começar? Tenho outra visita às onze.Aeron assentiu, rígido, e indicou a sala.Luna estava sentada no tapete, cercada pelos brinquedos caros que nunca tocava e pelo coelho encardido que amava. Quando viu os estranhos, ela c
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