Henry se dobrou sobre si mesmo, tremendo, com o rosto encharcado de suor. O ar não bastava, e o peito ardia como se tivesse corrido quilômetros. Tentou falar, pedir ajuda, mas a única coisa que saiu da boca foi uma avalanche de vômito que o surpreendeu. Inclinou-se para um lado, a bile queimou a garganta e quase se afogou com ela. Tossiu desesperado, os olhos ficaram vermelhos, e por um instante acreditou que esse era seu fim.— Merda, Henry! — gritou Camilo, assustado. — Respira, respira, cara!E como era um homem acostumado a se mover rápido, Camilo não demorou muito para perceber que aquilo não ia parar sozinho. Não era uma simples tontura: Henry estava em pleno ataque de pânico e seu corpo estava levando ao limite.— Que se dane isso — resmungou, quase carregando-o à força. — Te levo ao hospital!Tirou Henry daquele depósito, colocou-o no banco do passageiro como pôde, pôs o cinto de um puxão e arrancou com uma brusquidão que fez os pneus chiarem. Henry abria os lábios, ofegand
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